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desjejum de vila


Casa 7. Café da manhã de nenhuma manhã.
Frugal e colorido como um bom desjejum de vila.
Será um dia de reunião.
Todos chegarão para a festa na cidade abençoada por São Sebastião.
Poderia chamar-se romaria do vento sul ou procissão do acordo vital.
Mas qualquer nome seria lunático perto do que realmente é.
As pessoas trabalham por esboçar rascunhos de novo mundo.
É para todos. Ação de estender mão na mão na mão do outro.
Estas palavras não cabem na tarefa que é realizar a festa,
porque transitar pelas fronteiras de uma nova economia baseada na solidariedade é coisa de ar rarefeito.
Haja fôlego pra chegar ao topo da montanha e transpor os valores deixados pela insensatez de nossos antepassados.
Agora mesmo a humanidade está gravida de futuro. A imaginação dessa gente é sêmen de fecundar novos tempos.
Semelhante é cada um que chega pra somar parcela. A cor do sangue é mais justiça que vermelho.
Justiça essa, é atenção ao próximo.
É acordar a tempo de ver nascimento da palavra irmão despontar aurora.
Toda lágrima será de alegria por viver descalços na Terra a dizer poemas de cheganças.
Chorar porque o que nos dá pedaço de chão não é o nome do deus ou a quantidade de acúmulos materiais.
Sorrir pelos que estão vivos a brincar nesse festejo.
Festejar pela possibilidade da paz.
E chegar numa grande praça: a liberdade.
Dali saem muitas ruas, que levam a diversos sonhos de um mundo real formado por diferentes culturas.
É uma vida imaginada por canetas de corações que amam.
Seres humanos são tinta da história.
Coragem é colorir: sendo - um outro mundo possível.