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Onde não há utopia, não há futuro



Dom Pedro Casaldáliga tem sido uma voz firme na defesa de que, para o socialismo novo, a utopia continua.Ele fala do “absurdo criminal de constituir a sociedade em duas sociedades de fato: a oligarquia privilegiada, intocável, e todo o imenso resto de humanidade jogada à fome, ao sem-sentido, à violência enlouquecida”. Defende que, hoje, só a participação ativa, pioneira, de movimentos sociais pode retificar o rumo de uma política de privilégio para uns poucos e de exclusão para a desesperada maioria. Esquecemos fácil demais que a crise fundamentalmente é provocada pelo capitalismo neoliberal. Fecham-se as empresas, quando não conseguem um lucro voraz, e se fecha o futuro de um trabalho digno, de uma sociedade verdadeiramente humana.


O movimento social organizado, presente no dia-a-dia do povo, é sempre mais urgente, como uma espécie de “vanguarda coletiva”. Se entregar individualmente e em comunidade ou grupo solidário e ir fazendo real "um outro mundo possível”. O capitalismo neoliberal é raiz dessa crise e há somente um caminho para a justiça e a paz reinarem no mundo: socializar as estruturas contestando de fato a desigualdade socioeconômica, a absolutização da propriedade e a própria existência de um Primeiro Mundo e um Terceiro Mundo, para ir construindo um só Mundo, igualitário e plural.Onde não há utopia não há futuro.

O MST completa seus 25 anos de luta, de enxada, de poesia, de profecia ao pé da estrada e da rua. Segundo muitos analistas o MST está sendo o movimento popular melhor organizado e mais eficaz . Sabe muito bem o MST que “a terra é mais que terra”, e por isso está se voltando na conquista comunitária da terra, na educação de qualidade, na saúde para todos, numa atitude permanente de solidariedade, em colaboração gratuita e fraterna com todos os outros movimentos populares. Recordando a palavra de Jesus de Nazaré: “não podeis servir a Deus e ao dinheiro”; não podeis servir ao latifúndio e à reforma agrária. O latifúndio continua a ser um pecado estrutural no Brasil e em toda Nossa América. Que o MST continue a ser um abanderado desse “socialismo novo” e no feitio de uma nova América.


Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia

Trechos da entrevista concedida ao Brasil de Fato.


cheganças

UMA ESPERANÇA DE QUE TUDO É POSSÍVEL, DENTRO DE UMA VILA PERDIDA, COMO MACONDO DE GARCIA MÁRQUEZ, COMO O SERTÃO DE GRANDE SERTÃO, COMO QUALQUER ILHA IMAGINÁRIA DOS POETAS E ROMANCISTAS, COMO CUBA!

A PRÓPRIA TERRA É UMA ILHA.

COMO A SEDIÇÃO E A SEDUÇÃO DE ANTÔNIO CONSELHEIRO,

NOS SERTÕES

EIS TUDO.